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Publicado em 06/12/2017 20h52

Médica Kátia Vargas é absolvida da acusação de homicídio triplamente qualificado

SENTENÇA

Julgamento de Kátia Vargas começou nesta terça, 5, e teve seu desfecho nesta quarta, 6 - Foto: Divulgação l Tj-BA

A médica Kátia Vargas foi absolvida da acusação de homicídio triplamente qualificado, referente à morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, de 21 e 23 anos.  A decisão foi confirmada na noite desta quarta-feira, 6, inicialmente pelos promotores de Justiça Luciano Assis e Davi Gallo. A setença não chegou a ser proferida pela juíza Gelzi Maria Souza que, após ser formado um tumulto, pediu para o público esvaziar o Salão do Júri, onde aconteceu o julgamento.

A decisão causou revolta na família das vítimas, que se manifestaram ainda no Salão do Júri. A mãe dos jovens, Marinúbia Gomes Barbosa, subiu em uma cadeira dentro do Salão do Júri e gritou que o caso "é uma vergonha". Já a tia das vítimas, Mércia Gomes, ameaçou matar a médica. "Ela matou minha sobrinha linda. Kátia Vargas é assasina. Ela matou. Eu não sei o que está por trás disso. Ela vai morrer. Alguém dá conta dela", desabafou.

O julgamento começou nesta terça-feira, 5, no Salão do Júri do Fórum Ruy Barbosa, em Nazaré. No primeiro dia, foram ouvidas as 10 testemunhas - cinco de acusação e cinco de defesa. Já esta quarta-feira, 6, começou com o interrogatório da ré. 

Durante seu depoimento, Kátia Vargas afirmou que não colidiu seu veículo, um Kia Sorrento, na motocicleta onde estavam Emanuel, das vítimas. Segundo ela, houve uma tentativa de ultrapassagem e não houve a intenção de matar os irmãos. 

Sentada no banco dos réus, Vargas se limitou a responder apenas as perguntas da juíza presidente Gelzi Maria Souza, aos questionamentos dos sete jurados e às indagações feitas pela equipe de defesa, liderada pelo advogado José Luís Oliveira Lima.

Depoimento

Durante o depoimento, uUm jurado questiona se a médica acredita que sua ultrapassagem pode ter levado a queda da moto. "Pode ser que sim" respondeu Vargas. Ela explica que acelerou para tentar ultrapassar a moto conduzida por Emanuel, após ser interpelada por ele. Contudo, ela nega qualquer discussão com o jovem. 

A médica também afirma que não bateu na moto, como é defendido pelo MP. Kátia Vargas ainda explica que não se recorda do que aconteceu após o acidente. 

"Depois do acidente, não lembro de mais nada. Só lembro que um policial veio me atender", afirmou a médica, que disse viver sob efeito de remédios, o que pode, segundo ela, afetar a sua memória.

Ela também ressalta como sua vida parou após o acidente e como ficou sem trabalhar durante um período. 

Após o depoimento da ré, representantes do Ministério Público, da acusação e da defesa da médica se pronunciaram. 

Autoria: A Tarde

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