Começou a circular nas redes sociais, na última quarta-feira (11), uma campanha pedindo a prisão domiciliar para Danúbia Rangel, mulher do traficante Nem, da Rocinha, comunidade do Rio de Janeiro. Um dia depois da prisão de Danúbia, que foi condenada a 28 anos de reclusão por tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção ativa, a irmã dela, Telma Rangel, postou no Facebook o pedido do benefício, comparando a situação da traficante com Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sergio Cabral. Adriana Ancelmo é investigada por corrupção e lavagem de dinheiro e está em prisão domiciliar desde abril deste ano. A Justiça acatou a alegação de que seus dois filhos menores sofriam com a ausência da mãe e do pai, já que Sérgio Cabral também está atrás das grades.
"#Campanha, mulher do Cabral em prisão domiciliar. #Danúbia também é digna a (sic) prisão domiciliar!!!'', diz a legenda aplicada sobre uma foto de Danúbia com óculos escuros, top e short jeans. Na postagem, Telma escreveu "Todos por você irmã... Compartilham (sic)". Em cinco dias, a publicação teve 166 compartilhamentos e centenas de comentários.
"Compartilhadissimo!! E eu apoio!! Adriana Anselmo roubou milhões, várias pessoas morrendo em hospitais, e ela viajando e comprando jóias!! Todos têm o direito de errar, na primeira dada ficou muito mas tempo q ela! E ela mesmo ficando pouco ainda conseguiu uma domiciliar? Pq ela veio da cobertura e a dada da favela? Cadê a constituição? Não somos todos iguais?", escreveu um seguidor.
Nos comentários, há mensagens de apoio para a família, críticas à administração de cabral e muitas citações a Deus. "Concordo... Cabral e a
mulher acabaram com o Rio.. #Danubiamereceprisaodomiciliar'', diz um várias pessoas morrendo em hospitais, e ela viajando e comprando joias!!
Todos têm o direito de errar, na primeira Dada ficou muito mas (sic) tempo q ela! E ela mesmo ficando pouco ainda conseguiu uma domiciliar? Pq ela
veio da cobertura e a Dada da favela? Cadê a constituição? Não somos todos iguais?'', ressalta outro internauta, fazendo referência à primeira prisão de
Danúbia.
"Ela merece uma chance também, força danubia, a Rocinha é nossa", comentou outro.
Danúbia já havia sido presa em 2014. Depois de quatro meses, conseguiu o benefício da prisão domiciliar ao alegar que precisava cuidar da filha, com quatro anos na época, visto que Nem, o pai da menina, também estava preso. 20 dias depois, ela teve o pedido indeferido e voltou para Bangu, onde permaneceu por um ano e quatro meses.
Em março de 2016, Danúbia foi solta, após ter sido absolvida em um processo no qual era acusada de associação para o tráfico. Mas, uma
semana depois, foi condenada em outro, o que lhe garantiu a sentença de 28 anos de prisão. Desde então era considerada foragida pela polícia.
Autoria: Correio da Bahia